
PROJETO
CATAPULTA
Catapulta. Engenho de guerra usado na Antiguidade para lançar pedras ou dardos de grande tamanho contra tropas ou fortificações inimigas. Engenho usado para auxiliar aviões, por exemplo, a levantarem vôo num espaço muito pequeno.
Catapultar. Lançar por meio de catapulta. Elevar, promover.
A proposta em razão das pesquisas realizadas tanto pelos artistas-docentes quanto pelos estudantes do Departamento de Artes, da UFPR. O objetivo primeiro é trazer à luz uma discussão que, muitas vezes, permanece encerrada nos muros das instituições acadêmicas: rever e desmistificar velhos conceitos e, ainda hoje, pré-conceitos implícitos na expressão artista e/ou educador.
As docentes Marília Diaz e Consuelo A. B. D. Schlichta, da Universidade Federal do Paraná, propõem um conjunto de ações denominado: Catapulta. Numa tentativa de ir além da simples proposta de uma exposição e, considerando a relevância da participação dos estudantes do Curso de Educação Artística na montagem da exposição, no exercício de curadoria e monitoria, Catapulta é a maneira que encontramos de atuar na perspectiva da superação da visão, modelada no senso comum, de que o fazer artístico é para poucos talentosos e que o conhecimento necessário, à grande maioria, restringe-se ao domínio do saber elementar: a leitura, a escrita, a matemática. Nosso intuito, em segundo lugar, é criar espaços de acesso à arte para alunos e oportunizar a participação de professores, sobretudo, da rede pública de ensino, em processos de formação continuada. Por último, ampliar os vínculos da Universidade com a comunidade, por meio de parcerias com espaços culturais.
Tendo em vista os objetivos propostos, o presente projeto será desenvolvido articulando-se quatro ações:
- Curadoria
- Exposição
- Monitoria
- Produção e difusão de Catálogos e Cadernos de Arte
O projeto reúne um conjunto de artistas que aborda variadas questões a partir de resoluções poéticas singulares, articuladas nas mais múltiplas linguagens artísticas contemporâneas. Esculturas, desenhos, objetos e intervenções são trabalhados em universos temáticos que envolvem questões múltiplas, transitando em vias que vão da memória ao coração; da operação conceitual ao lúdico; de questões de identidade e construção social a reflexões acerca da sociedade de consumo. Os trabalhos evidenciam a pluralidade de meios e de discussões abarcados pela arte do presente, demonstrando como se desenham sutis reflexões e posicionamentos a respeito da sociedade e seus modos de ser e operar. Nota-se ainda que o coletivo dos trabalhos apresenta como característica a materialidade: objetos, esculturas, desenhos e intervenções entretecem-se, delineando um espaço poético múltiplo que discorre acerca das diversas instâncias de ser.
Até o momento o projeto realizou cerca de quatro exposições, duas no Departamento de Artes –UFPR e mais duas em espaços culturais, Museu Alfredo Andersen em Curitiba e o Centro Cultural Cidade de Ponta Grossa.
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